terça-feira, abril 27, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
Segredos
Os segredos do meu silêncio carregam mais sentidos e significados do que todas as palavras que te possa dizer.
Talvez por isso deixe às vezes, por outros cadernos, tantas palavras despidas. É mais confortável guardar segredos nos silêncios do que em qualquer frase visível ao olhar mas invisível às sensações e à emoção. Mas nem sempre o confortável é o real, o verdadeiro, o que tem qualquer sentido.
Talvez por isso deixe às vezes, por outros cadernos, tantas palavras despidas. É mais confortável guardar segredos nos silêncios do que em qualquer frase visível ao olhar mas invisível às sensações e à emoção. Mas nem sempre o confortável é o real, o verdadeiro, o que tem qualquer sentido.
segunda-feira, abril 12, 2010
Regresso
São as palavras que se dão a outros espaços, e os sentidos dispersos por outras paisagens, e os pensamentos sobrepostos e desorganizados, deixados e adiados a uma clarividente existência, que me faz construir este silêncio de palavras, mesmo que infinitas histórias cresçam dentro de mim e desejem permanecer reais por aqui. Mas como calcar os dias e os sentimentos com palavras, sem os alcançar com as mãos? O tempo cresce de mim e em mim retorna e só de vez em quando cede, como agora, quando em mim mesma preciso de um lugar, mesmo que fugaz.
segunda-feira, março 22, 2010
domingo, março 07, 2010
sábado, março 06, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
Sobre hoje...
Há muito que não ouvia um concerto ou recital de piano ao vivo!!
P.s.Parabéns minha irmã.
domingo, fevereiro 07, 2010
O que será (à flor da pele)
"O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores que vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo"
O QUE SERÁ (À FLOR DA PELE)
Chico Buarque (Brazil) - 1976
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores que vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo"
O QUE SERÁ (À FLOR DA PELE)
Chico Buarque (Brazil) - 1976
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Não sei escrever
Não sei escrever quando o silêncio se emaranha nas palavras. Obedeço a este pálido intermitente silêncio que constrói falsos e adulterados tectos de estranhas impressões onde se deviam alojar os sentidos. Não sei escrever quando a inquietação abafa a vontade de me sentir também fora de mim. Vou tropeçando nas memórias de poemas imaginados noutros tempos. As palavras travam e esbarram umas nas outras em cruzamentos desencontrados, ferem-se em interpretações desordenadas, brotam dos sentimentos incompletos, e dos anseios de mover a vida em contravolta e seguem de novo em contramão. O silêncio que me desfaz de ti, faz com que os meus pés se movam e cheguem a um mesmo lugar. Faz com que as mão se ceguem no caminho da tua voz do outro lado das tecnologias inertes. O silêncio. A pausa para sonhar. Chama por mim de algum modo, põe-me a escoltar o meu coração, ainda que ele apenas suspire de esperança. Toma o passo, sereno, firme, frio e molhado. Rumo preciso mas em direcção criada por forças mestres da natureza. O vento sopra em mim também. Vagueia no meu corpo e faz ondulá-lo no tempo. Não sei escrever quando os sons se amontoam no que ainda não fiz nem fizeste, não disse nem disseste. Não sei escrever quando apenas espero pelo silêncio, esperando que não seja inerte.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
segunda-feira, dezembro 14, 2009
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Inversão
Entrelaço os dedos uns nos outros e num posterior acto reflexo questiono, sem sentido, os sentidos sobre que acção consumar a seguir. E este momento repete-se vezes sem conta, apercebendo-se de que a cada repetição se torna simplesmente repetitivo. Entre os dedos entrelaçados uns nos outros, as questões que se propõem no vácuo do pensamento e a falta de respostas aos sentidos despertos mas quietos, passa o tempo e passas também. Mas o que eu realmente sinto é desejo de não questionar e passar pelo tempo contigo, repetindo-o.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
segunda-feira, novembro 30, 2009
terça-feira, novembro 24, 2009
segunda-feira, novembro 23, 2009
Um terceiro sentido…
O terceiro sentido é estranho às palavras que utilizamos para descrever os dias.
O terceiro sentido é alheio à mente e não cabe na gaveta da memória e dos planos.
O terceiro sentido inscreve-se no corpo, mas infiltra-se na alma.
O terceiro sentido é palavra que sempre fica por escrever, desejo que fica sempre por dizer.
O terceiro sentido move-se entre o silêncio que não se quer pronunciar mas que persiste.
O terceiro sentido é o que atravessa os dias como uma faca… e não faz ferida.
Saberás então com certezas que a solidão se apaga ao mais pequeno toque de alma. Que a paixão nasce do desejo egocêntrico de receber ou ganhar o que já te pertence. Que o que amas é a forma como te olhas no espelho do outro olhar, que embaciado pelo teu sussurro forte e quente, não se desnuda aos teus sentidos. Que na balança dos comportamentos pouco importa a altura dos olhos. E que a profundidade não se consegue medir sem símbolos. Que as comparações sofrem mutações constantes mas o primeiro caminho é sempre estanque. Que haverá sempre alguém a esperar-te. Que o retorno é poder e precisar partir a qualquer instante, mas querer ficar. E que por vezes o corpo é ultrapassado pelo olhar.
O terceiro sentido é alheio à mente e não cabe na gaveta da memória e dos planos.
O terceiro sentido inscreve-se no corpo, mas infiltra-se na alma.
O terceiro sentido é palavra que sempre fica por escrever, desejo que fica sempre por dizer.
O terceiro sentido move-se entre o silêncio que não se quer pronunciar mas que persiste.
O terceiro sentido é o que atravessa os dias como uma faca… e não faz ferida.
Saberás então com certezas que a solidão se apaga ao mais pequeno toque de alma. Que a paixão nasce do desejo egocêntrico de receber ou ganhar o que já te pertence. Que o que amas é a forma como te olhas no espelho do outro olhar, que embaciado pelo teu sussurro forte e quente, não se desnuda aos teus sentidos. Que na balança dos comportamentos pouco importa a altura dos olhos. E que a profundidade não se consegue medir sem símbolos. Que as comparações sofrem mutações constantes mas o primeiro caminho é sempre estanque. Que haverá sempre alguém a esperar-te. Que o retorno é poder e precisar partir a qualquer instante, mas querer ficar. E que por vezes o corpo é ultrapassado pelo olhar.
?
Ensina-me a respirar! :)
Ensina-me a ser feliz! :)
E eu ensino-te também...
Mas aprender não é recordar aquilo que no fundo já sabemos?
Ensina-me a ser feliz! :)
E eu ensino-te também...
Mas aprender não é recordar aquilo que no fundo já sabemos?
terça-feira, novembro 17, 2009
Respirar
Inspirar, expirar, inspirar, expirar,
Inspirar, expirar,
Inspirar... expirar...
Inspirar...
Expirar...
...
...
Inspirar, expirar,
Inspirar... expirar...
Inspirar...
Expirar...
...
...
domingo, novembro 15, 2009
Livros
"Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos."
A Sombra do Vento
Carlos Ruiz Zafóm
A Sombra do Vento
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